Reflexões Otakus #2

Saudações.

Fazer uma introdução é pressão demais para a minha pobre pessoa, então apenas continuem (ou “leiam o texto completo”, no caso).

“Otaku que é otaku não odeia nenhum anime, gosta/respeita todos.”

Não tenho certeza se muitos falam tal absurdo, mas estou certa de que alguns falam, e isso é mais do que o suficiente.

Já está muito ruim no “Otaku que é otaku […]”, mas isso provavelmente é assunto pra outro post. Mas eu queria saber se alguma espécie de Decálogo – versão para otakinhos foi entregue a algum Moisés fajuto por aí e eu não fiquei sabendo. Não que caso tenha sido entregue essas afirmações fiquem menos ridículas, mas que seja.

Esse tipo de coisa é puramente patético.

Antes de mais nada, me faz pensar que a criatura não faz ideia de que existem vários “gêneros” de animes. Animes shoujo serão para sempre muito distintos de seinen, você ser obrigado a gostar dos dois pois”ambos são animes” é a basicamente como você ter que gostar de comédia romântica e suspense porque “ambos são filmes” ou de música erudita e reggae já que “ambos são musicas”.

Concordo que tanto o mercado musical quanto o cinematográfico é muito mais abrangente do que o de animes, mas é apenas uma comparação.

Fora a óbvia diferença entre estilos, japoneses conseguem produzir coisas muito, MUITO ruins, ao mesmo tempo que obviamente produzem coisas boas. E ninguém é obrigado a ter que engolir animes pavorosos simplesmente porque gosta de outros animes que não tem relação nenhuma.

Além de que existem animes dentro do mesmo estilo que são absurdamente distintos, mas não importa aqui.

Isso demostra uma gritante falta de senso crítico, o que por acaso nos leva ao real tema desse Reflexões Otakus. Não tem muito com a ver situação acima, mas tem algo e isto basta.

Crítica Construtiva.

Muito, mas muito frequentemente mesmo, só existem dois tipos de críticas sobre animes e qualquer outro tipo de mídia/entreterimento. Crítica positiva, ou crítica destrutiva.

Começando do princípio pra evitar qualquer tipo de dúvidas ou simplesmente deixar tudo mais completo, existem basicamente dois tipos de crítica: positiva e negativa.

É meio óbvio, mas a crítica positiva pode ser vista como um elogio, algo que reforça e mostra o quão bom algo é ou está.

Crítica negativa seria o oposto.

Porém, críticas podem ser construtivas ou destrutivas.

A segunda costuma ser típica de pessoas sem nenhum argumento decente, com tendência a agirem estúpidas, e acima de tudo, a crítica destrutiva geralmente se mostra uma forte aliada do argumentum ad hominem*, que por sua vez seria, dentro de uma discussão o suposto “argumento” ser dirigido para o autor da proposição, sendo que o que deve ser analizado é o que foi dito por si só. Tira uma conclusão sobre a proposição sem analisar seu conteúdo, é uma falácia e é absurda.

Mas vamos nos focar no que deve ser feito, isto é, críticas construtivas.

  • Não adianta de nada dizer que algo não está bom. O que interessa é saber, depois de uma analize decente da situação, o que não está bom, e o que deve ser modificado e melhorado. Então quem está sendo criticado (o que não se aplica muito no caso dos animes) tem que aceitar e compreender que há algo que deve ser melhorado, para então ver a necessidade dessa mesma coisa ser modificada.
  • Usar de uma boa comunicação. Ter uma boa ideia sobre o que está sendo criticado mas não ser capaz de transmitir isso torna a ideia completamente inútil.
  • Não ser incoveniente, não criticar em momentos inoportunos. Além disso, evitar comentários e relações pessoais.
  • Focalizar e especificar o objetivo, tanto da crítica quanto do que está sendo criticado, e também o que deve ser feito para que tais objetivos sejam alcançados.
  • Considerar o modo como a crítica será recebida e se adaptar a isso (pode fazer com que seja melhor recebida, por conseguinte sendo mais efetiva).
  • Chegar a um “acordo”, uma solução que seja de agrado tanto ao crítico quanto ao que está sendo criticado.

Criticas construtivas deixam todo mundo feliz e fazem a sociedade fluir melhor, então podem por favor usem a vontade (embora abusar de críticas não seja uma ótima ideia).

Esse post, por estar nesse blog em questão,  serve tanto para animes quanto para textos sobre animes ou qualquer coisa tenha relação, mas falando sério, evitem críticas destrutivas sempre.

Ficamos por aqui, espero que tenham gostado.

~Um beijo da Ai.

~//~

*Estutura lógica do Argumentum Ad Hominem:

Autor X faz conjectura Z.

X tem uma característica negativa.

Logo, a conjectura Z é falsa.

p.s. Sem imagens porque eu não soube como ilustrar o texto.

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1 comentário

  1. Nero

     /  setembro 11, 2012

    Eu concordo bastante com você,nem sempre Otaku tem que gostar de tudo quanto é anime,mesmo que seja de um mesmo tema/categoria.Hoje,eu passo raiva quando pessoas viciadas em Ao no Exorcist falam:”Ahh é super original,é de exorcistas e o protagonista tem poderes demoniacos e talz”,sendo que D gray man já existia bem antes de isso existir…

    Responder

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